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Uma prova de amor estréia na HBO

Posted in Uncategorized with tags , , on setembro 19, 2010 by karolnews

Estreia esse final de semana na HBO o filme Uma prova de amor ( My sister’s keeper), história baseada no livro de Jodi Picoult.

Sinopse: Anna nasceu com o propósito de doar sangue, medula óssea e o que mais for necessário para ajudar sua irmã, que tem uma agressiva forma de leucemia. Depois de muitos anos com idas constantes a hospitais, a menina contrata um advogado para ter o direito de escolha.

Confira os horários de exibição:

Sáb, 18/09 às 21h00 na HBO
Seg, 20/09 às 22h10 na HBO2
Ter, 21/09 às 13h15 na HBO
Sáb, 25/09 às 20h35 na HBO2
Dom, 26/09 às 19h00 na HBO
Qua, 29/09 às 21h00 na HBO
Dom, 03/10 às 19h00 na HBO
Ter, 05/10 às 10h50 na HBO2
Sex, 08/10 às 22h00 na HBO2
Seg, 18/10 às 22h35 na HBO
Qui, 21/10 às 19h00 na HBO2
Dom, 24/10 às 21h00 na HBO2
Ter, 26/10 às 17h02 na HBO
Sex, 29/10 às 13h40 na HBO2
Sex, 29/10 às 22h50 na HBO


Robin Hood – Nobre ou mero trapaceiro?

Posted in Uncategorized with tags , on maio 16, 2010 by karolnews

Para quem se lembra da versão de 1991 do diretor Kevin Reynolds, onde Kevin Costner (no auge da carreira) trazia o famoso fora da lei como Príncipe dos Ladrões (com direito a ter Morgan Freeman como seu protetor), a versão Robin Hood 2010 pode causar estranhamento.

Nessa versão é Russel Crowel quem comanda a história e, para os desavisados, pode parecer uma continuação medieval de Gladiador.

O elenco está recheado de premiadas estrelas de Hollywood, e certamente baterá algum recorde de bilheteria, mas em alguns momentos nos faz perder a noção de que estamos vendo Robin Hood (afinal, foi pra isso que compramos o ingresso).

A história visa as batalhas nas Cruzadas, onde, comandados pelo rei Ricardo Coração de Leão, as tropas conquistam e matam principalmente os franceses.

Porém, uma grande diferença entre o clássico de 1991 e o apresentado pelo diretor Ridley Scott, é que o famoso rei não é lá tão amigo de Robin, e chega a coloca-lo como prisioneiro após uma pergunta capiciosa.

–  ” Honesto, corajoso e ingênuo”, é assim que o Coração de Leão define Robin.

Na versão atual, Robin se mostra muito mais como mero trapaceiro do que um bom arqueiro e preocupado com as causas sociais da Inglaterra. Na primeira oportunidade, Robin reúne seu grupo e foge logo após a morte de Ricardo (ele não volta como Sean Connery na versão anterior).

Pensando em levar vantagem e se safar da cadeia, Robin de Longstride – como é conhecido – se aproveita da emboscada contra os cavaleiros do rei, responsáveis por levar a coroa de volta a Inglaterra para nomear João, para tomar o lugar de Robert Loxley e salvar sua pele e a dos amigos ( na história contada em livros Robert de Langestrade e Robert de Locksley eram a mesma pessoa, filho do Barão de Locksley).

Porém o moribundo pede que Robin leve a espada e entregue a seu pai, o que aceita com relutância.

Ao chegar em Londres ( e não em Nottingham), Robin vê João assumir o trono e presencia a tirania que irá se instaurar no novo governo.

Seguindo para cumprir a promessa, Robin e seu bando (com Will Scarlet, Pequeno John e um terceiro de pouca importância na trama) encontram, agora sim em Nottingham, o cômico Frei Tuck, que nessa versão cria abelhas e produz… hidromel??? (desconfio que ele tenha aprendido com a Cate Blanchett quando ela ainda era Galadriel).

E por falar em Galadriel, digo, Cate Blanchett, ela aparece no papel de Lady Marion, viúva do verdadeiro Robert Loxley, mas não passa de uma camponesa, em nada lembra a pomposa e mimada Marion interpretada por Mary Elizabeth Mastrantonio.

Logo Robert toma o lugar de Loxley através de um acordo estranho e mal explicado e acaba por se apaixonar por Lady Marion. E de quebra descobre que era filho de um pedreiro (lá se foi o sangue azul).

Sustos a parte com todas essas mudanças nas funções dos personagens, a história contada por Ridley Scott ilustra a vida de Robin antes dele se tornar o justiceiro que ouvimos nas histórias. Mas é inevitável a comparação com a batida, mas memorável, versão de 91.

O ângulo de Scott abusa dos cenários externos e traz grandes batalhas entre ingleses e franceses, porém peca em  não explorar mais o personagem central.

O novo Robin poderia passar facilmente por outro personagem qualquer, não fosse o capuz, a roupa verde e o título no ingresso. O diretor afirma que essa versão ” é a mais fiel de todas”, há quem discorde.

Destaque mesmo é para a interpretação de Mark Strong como Sir Godfrey, que trai o reino inglês as custas de recompensas oferecidas pelos franceses e coordena a emboscada contra os cavaleiros do rei.

Para quem gosta de vilões, o papel que foi anteriormente de Alan Rickman como xerife de Nottingham passou batido, pois ele pouco atormenta a vida de Robin, e sequer chega perto de Marion.

Os efeitos são bons, a trilha é impecável, o cenário muito bem explorado, um desarranjo de câmera ou outro quase imperceptível, mas Russel que me desculpe, eu ainda prefiro a versão ” clipe do Bon Jovi” do que a mega produção de U$ 130 milhões.

Abaixo a versão de 91 seguida da estreiante de Ridley Scott.

Destaques de uma terça-feira atarefada

Posted in Uncategorized with tags , , , on março 2, 2010 by karolnews

Com tantas coisas na cabeça relativas a trabalho e faculdade. Tento tirar um tempo para desacelerar. Nesso meio tempo dou uma olhada no acervo do Consulado e me deparo com este filme C.R.A.ZY do diretor Jean-Marc Vallé.

Seguindo o resumo da critica de cinema Erica Liporaci,o filme é voltado para Zachary quarto de cinco irmãos, nasceu no dia 25 de dezembro. Seus aniversários começam com a Missa do Galo e sempre se confundem com o Natal.

O filme acompanha duas décadas da vida de Zachary e sua bizarra família: as festas sempre pontuadas pela bisonha imitação que o pai insiste em fazer de Charles Aznavour, as brigas entre irmãos e, principalmente, sua angústia por ter, desde pequeno, tendências homossexuais que ele reprime com todas as forças.

Premiado como melhor filme canadense no Festival de Toronto de 2005. Uma sensível e engraçada história de autodescobrimento, onde o próprio protagonista pontua seus momentos mais marcantes – desde o dia do nascimento até a idade adulta.

Nessa jornada acompanhamos suas desilusões infantis, sexualidade reticente e seu caminho para conquistar não apenas o respeito dos pais e irmãos, mas também para se destravar e aceitar com a cabeça as escolhas que já fez há tempos no coração. É doloroso constatar que, numa família onde ninguém parece normal, sempre se elege um coitado para receber a descarga das frustrações de todos os demais.

E o grande acerto do filme é nunca perder de vista o tom irônico: todas as vezes que a história ameaça resvalar um pouco para o dramalhão, logo dá uma virada bem-humorada. Outro detalhe muito legal é a caracterização das diferentes épocas, bem demarcada pelas mudanças não apenas no visual mas também no gosto musical do protagonista.

CRAZY – Loucos de Amor

 

titulo original: (C.R.A.Z.Y.)

lançamento: 2005 (Canadá)

direção: Jean-Marc Vallée

atores: Michel Côté , Émile Vallée , Marc-André Grondin , Danielle Proulx , Emmanuel Raymond

duração: 127 min

gênero: Drama

A trilha sonora traz ainda uma canção linda que eu não me canso de ouvir: