Arquivo para Exposição

Detalhes

Posted in Uncategorized with tags , , , , on março 25, 2010 by karolnews

É de detalhes que é feita à exposição em homenagem aos 50 anos de carreira do cantor e compositor Roberto Carlos, em exibição na Oca, no Parque do Ibirapuera.

Enquanto se ouve o trecho “não adianta nem tentar me esquecer”, podemos visualizar nos diferentes tipos de telão, os detalhes de uma vida cheia de emoções e momentos marcantes. Um cenário perfeito para quem acompanhou e ainda acompanha a vida do Rei e para se ter à certeza de que, um artista como este, jamais será esquecido.

Até mesmo aqueles que não são lá tão chegados nas melodias do principal elemento da Jovem Guarda, ficam impressionados com a quantidade de discos, composições e prêmios expostos nos quatro andares do complexo. E claro, com toda a tecnologia para trazer ao público todas as sensações que Roberto Carlos desperta desde sua primeira canção.

Uma estrutura minuciosa foi montada para que, em algumas horas, o público possa apreciar, ouvir, tocar e sentir Roberto Carlos. Afinal, o que seria uma exposição sobre o Rei sem provocar sensações?

Emoções

Esta é uma exposição literalmente sensorial. A amostra explora todos os sentidos do público com seus telões e projeções nas paredes, retratos, sons, espaços para interagir com a música, e por que não, dar uma palinha em uma das cabines que produz vídeo e disponibiliza no site da exposição.

Há até um espaço em que podemos remixar musicas famosas como “Jesus Cristo”, ou interagir com a tela de touchscream e completar letras das musicas. Tudo para deixar o público mais próximo do ídolo.

Além da alta tecnologia que se espalha pelos quatro cantos da Oca, há também peças do acervo pessoal de Roberto Carlos que impressionam, como o famoso calhambeque azul, as miniaturas dadas por fãs, as roupas usadas em shows ou a parede cheia de discos vendidos.

Quem quiser ainda pode enviar mensagens, fotos e vídeos para o Rei através do site que comemora os 50 de Roberto Carlos http://www.robertocarlos50anos.com.br/. Você pode ter a sua homenagem veiculada na exposição para todos os visitantes.

Letícia Rodrigues, 23, é monitora da exposição e afirma que as pessoas, mesmo as mais idosas, tem interagido bem com as salas cheias de aparelhos tecnológicos. Se há alguma dificuldade, mesmo intimidados, atendem as orientações dos monitores para interagir com as telas.

Segundo ela, o movimento tem sido intenso aos finais de semana, mesmo com a divergência de preços (as terças e quartas-feiras o ingresso é R$5.00, estudantes pagam meia). Uma pechincha para ver uma exposição tão bem elaborada.

Obra do curador Marcello Dantas que junto com Dody Sirena e Léa Penteado fizeram uma verdadeira obra de arte com a vida do Rei.

Porém, mesmo com tanta história para contar, a exposição tem data para acabar – 9 de maio. Portanto, quem quiser apreciar de perto toda a vida e obra de Roberto Carlos não pode perder tempo.

Fotos no site: http://www.flickr.com/photos/karoll22/

– EXPOSIÇÃO “ROBERTO CARLOS – 50 ANOS DE MÚSICA”

Local: OCA – Pavilhão Lucas Nogueira Garcez (Av. Pedro Álvares Cabral, S/N – Portão 03 – Parque Ibirapuera – Informações: 11.30785988)

Data: a partir das 19h, de 5 de março, até 8 de maio de 2010

Horário: Terça a domingo (10h às 21h)

Ingressos: 3as e 4as – R$ 5,00 (preço promocional) / 5a a dom – R$ 20,00

Meia entrada para estudantes – Maiores de 60 anos não pagam

Agendamento para escolas e grupos: DIVERTE LOGÍSTICA CULTURAL – Fone: 11.3883.9090  atendimento@divertecultural.com.br

www.divertecultural.com.br
– Estacionamento Rotativo (Zona Azul). 2ª a 6ª das 10h às 20h e sábados, domingos e feriados das 08h às 18h.

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Kurosawa, 100

Posted in Uncategorized with tags , , on março 23, 2010 by karolnews

Kagemusha. Palma de Ouro em Cannes

 Comemora-se hoje o centenário de Akira Kurosawa. A data ganha homenagens no Rio e em São Paulo. Aqui, a Sala Cinemateca inicia uma programação que rememora o Kurosawa do começo da carreira, nos anos 1940, e a etapa final. No Rio, é o Instituto Moreira Salles que promove a revisão da obra de Kurosawa. Lá, haverá um debate sexta, dia 26, às 19 h, com a participação do diretor Walter Salles, após a exibição do documentário Kurosawa, Pintor de Imagens. Leia abaixo a declaração de Salles. Além de cinéfilo, Salles esteve cotado, anos atrás, para realizar o remake de Céu e Inferno. O projeto não se concretizou, mas Céu e Inferno inclui a caixa de DVDs que está sendo lançada pela Europa Filmes (R$ 59,90), com cinco títulos, entre eles Os Sete Samurais e Sanjuro.

Filho de militar, Akira Kurosawa queria ser pintor. Para financiar seu sonho, começou a trabalhar na empresa de cinema Toho, como assistente. Em 1943, estreou na direção com A Saga do Judô. Essa primeira parte da carreira é marcada pelos temas contemporâneos. Juventude sem Arrependimento, O Anjo Embriagado, Duelo Solitário – também conhecido como A Luta Solitária -, Cão Danado. Em 1951, Kurosawa realiza Rashomon e sua história de samurais recebe o Leão de Ouro em Veneza. O Ocidente descobre o cinema japonês. No ano seguinte, o grande diretor volta aos temas contemporâneos com Viver. Em 1954, volta a Veneza com Os Sete Samurais e recebe, desta vez, um Leão de Prata, correspondente ao prêmio do júri, compartilhado com Federico Fellini (A Estrada da Vida), Elia Kazan (Sindicato de Ladrões) e outro grande diretor japonês, Kenji Mizoguchi (O Intendente Sansho).

Referências. Os anos 1950 assistem à sua consagração internacional, mas, no Japão, Kurosawa provoca polêmica. É considerado ocidental demais. Suas referências são a literatura ocidental – os russos, Gorki, Dostoievski etc, e Shakespeare; e Hollywood. Há um pouco de western em seus filmes de samurais – e o cinema norte-americano se apropria deles. John Sturges adapta Os Sete Samurais, que vira Sete Homens e Um Destino e a maneira de trabalhar musicalmente as cenas vai inspirar o italiano Sergio Leone, que se baseia em outro grande filme de Kurosawa, Yojimbo, para dar início à vertente do spaghetti western, com Por Um Punhado de Dólares. Rashomon também vira As Quatro Confissões, de Martin Ritt. A fase final é marcada por obras testamentais – o ecológico Dersu Uzala, Kagemusha, a Sombra do Samurai; Ran, que se baseia no Rei Lear; e Madadayo.

Kurosawa ganha os maiores prêmios do mundo – a Palma de Ouro em Cannes, o Oscar de Hollywood. No Japão, é chamado de Imperador. Em meados dos anos 1960, ele rompe com seu ator fetiche, Toshiro Mifune. A história desse rompimento artístico e humano inspira um livro que se lê como um romance monumental – The Emperor and the Wolf, O Imperador e o Lobo. Mestre do paradoxo e do movimento, Kurosawa morre em 1998, aos 88 anos, consagrado como um dos maiores artistas do cinema.

MOSTRA KUROSAWA
Cinemateca. Largo Senador Raul Cardoso, 207, telefone 3512-6111. Grátis. Até 28/3

Fonte: Estadão