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Como Esquecer estréia com corações partidos e desilusões

Posted in Uncategorized with tags , , , , on outubro 14, 2010 by karolnews

Amanhã estreia um dos mais esperados filmes brasileiros desse ano, Como Esquecer, da diretora Malu de Martino.

No papel principal, ninguem menos que Ana Paula Arósio vivendo na tela (e há quem diga, na vida real) uma professora de literatura lésbica que ve  seu mundo ruir após o final de um relacionamento intenso.

O tema é polemico e atual, e está despertando a atenção da crítica sobre a atuação emocionante de Ana Paula.

Nas redes sociais a movimentação entre o público gay para acompanhar a estreia é grande. Meninas e mulheres suspiram com a ideia de ver Ana Paula em cena traduzindo um pouco do universo lésbico.

Em São Paulo os considerados redutos gays (entre as ruas Frei Caneca e Augusta) serão o ponto de encontro do público que irá acompanhar a exibição nas salas do Espaço Unibanco Artiplex.

No filme, Julia (Ana Paula Arósio) está em meio a uma série de conflitos internos e se ve diante da necessária adaptação para uma nova vida e não disfarça sua dor nesse momento de transição.

Uma boa pedida para quem gosta de uma dose de realidade, mas aviso, é bom separ os lenços.

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Mostra O Cinema de Quebec revela o olhar canadense

Posted in Uncategorized with tags , , , , on junho 23, 2010 by karolnews

Estréia essa semana na Cinemateca em São Paulo, a mostra O Cinema de Quebec que trará 27 filmes inéditos e uma roda de discussão com os cineastas Luc Renaud, Lysenne Thibodeau e o crítico de cinema Michel Coulombe.

A mostra é o primeiro passo para a divulgação do cinema quebequense que tem sido representado com força em diversos festivais.

O objetivo da Mostra é colocar em contato o público brasileiro com a realidade de Québec, suscitando uma discussão em torno de sua identidade.  O evento realiza-se simultaneamente na sala de cinema da Universidade de São Paulo (CINUSP) e na Cinemateca Brasileira de São Paulo, entre os dias 24 de junho e 4 de julho, e tem o apoio do Consulado Geral do Canadá em São Paulo e do Escritório de Québec em São Paulo.
Por Dentro da Mostra

A Revolução Tranquila

Em 1948, ao colocar em xeque valores tradicionais e o imobilismo da sociedade quebequense, um grupo de artistas assina o Manifesto Refus Global, tornando-se uma referência cultural para os movimentos artísticos e políticos que viriam eclodir a partir dos anos 1960. Nesse momento, Quebec sofre uma radical mudança sóciocultural que resultará na chamada Revolução Tranquila. Músicos, poetas, escritores, artistas, cineastas e políticos tradicionalista. Esta revolução está aqui representada em diversos filmes.

Em Le Chômeur de la mort, Benjamin Hogue e Pierre Luc Gouin traçam um perfil do controvertido e célebre poeta Claude Péloquin, que marcou a cena cultural de Québec dos anos 1960 e 1970. Realizando uma crítica autoral após 40 anos do Refus Global, a cineasta Manon Barbeau, filha de um dos signatários, realiza o filme Les Enfants du Refus Global de grande carga emocional e ousadia.

Herdeiro da geração pós-revolução tranqüila, destacamos o trabalho de André Gladu, que comparece a esta mostra com dois filmes. Em Je suis fait de musique, mostra-se insaciável em suas buscas pelas raízes da identidade de Québec, por meio das viagens musicais que nos proporciona. Já em La Conquête du grand écran, aborda a tradição do acordeão em Montréal e faz um retrato sobre a história do cinema quebequense.

Voltando aos Povos Autóctones
 

 Com o intuito de introduzir a complexa realidade indígena, selecionamos filmes bem distintos em suas abordagens e estilos. A ficção Ce qu’il faut pour vivre, de Benoit Pilon, trata do difícil mas possível diálogo entre as sociedades Inuit e a quebequense-canadense dos anos 1950; e, no filme Qallunat, why white people are funny, de Mark Sandiford, feito com os Inuits, o diretor inverte os papéis de quem está atrás da câmera; são os Inuits que fazem um divertido documentário “antropológico” sobre a sua visão acerca do Homem Branco.

Com o filme Une tente sur Mars, protagonizado pelos Innu, os diretores Luc Renaud e Martin Bureau provocam uma reflexão importante e atual sobre o lugar dos povos indígenas na sociedade quebequense e, acima de tudo, o que vem ser a identidade de Québec dentro da nação canadense. Finalmente os curtas do Wapikoni Mobile, projeto coordenado pela cineasta Manon Barbeau, que permite há cinco anos que pela primeira vez jovens indígenas de diferentes nações expressem seus desejos e inquietações. O resultado é surpreendente.

Quebec contemporânea

Os jovens cineastas Anais Barbeau-Lavalette, Hugo Latulipe e Luc Bourdon nos revelam uma Quebec contemporânea, preocupada em revelar suas idiossincrasias, sua história e sua identidade. Em La mémoire des Anges, de Luc Bourdon, mergulhamos em uma Montreal urbana e cosmopolita, com base na montagem de trechos de 120 filmes produzidos nos anos 1950 e 60; o resultado é um painel imagético vigoroso e poético. Manifestes en série, realizado em 2008 por Hugo Latulipe, pode ser lido como uma reatualização do manifesto Refus Global, representado, nesta mostra, pelo episódio Decoloniser le pays, que faz uma reflexão sobre o consumo desenfreado em nossa sociedade. Inspirado na visão dos povos indígenas, o filme mostra que um extrato cada vez maior da população canadense se opõe a isso.

O filme Le Ring, de Anaïs Barbeau-Lavalette, realizado no bairro pobre de Hochelaga-Maisonneuve, insere-se dentro de uma tradição de cinema social e traça um perfil sensível de um menino oriundo de uma família de baixa renda que sonha em ser um grande boxeador. O filme aborda um viés social pouco conhecido acerca da realidade canadense.

Dedé, à travers les brumes, de Jean-Philippe Duval, é protagonizado pelo musico Dedé, que se destaca na cena musical de Québec nos anos 1980. O filme aborda uma época de grande efervescência cultural que sonha com a independência de Québec. Numa linguagem que combina documentário, ficção e arte, os filmes dirigidos por Lysanne Thibodeau, Esprits de famille e Éloge du retour, perseguem as origens do espírito de Québec dentro de uma narrativa intimista.

Québec – um olhar de fora

Para melhor compor esse mosaico quebequense, selecionamos dois filmes de dois realizadores de origem estrangeira, que adotaram o Canadá como sua moradia: Le voyage du capitaine Michaud, de Yann Langevin, numa narrativa bem humorada, nos apresenta o simpático marinheiro Michaud, originário da Gaspesie, que empreende um périplo em seu barco desde sua cidade natal, Saint-Anne-des-Monts, até o Haiti. No curta-metragem La neige cache l’ombre des figuiers, de Samer Najari, acompanhamos um dia de trabalho de seis imigrantes recém-chegados a Montréal e o impacto do primeiro frio glacial.

Cinema quebecois em curtas

Finalmente com os curta-metragens Lila, de Robin Aubert, e Killing time, de Tara Johns, trazemos dois filmes premiados que evocam o vigor do cinema de curta metragem de Québec.

Agradecemos o apoio da Sociedade dos Amigos da Cinemateca Brasileira, da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP, da empresa Rio Tinto Alcan, do Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (LISA) da Universidade de São Paulo, do Consulado Geral do Canadá em São Paulo, do Escritório de Québec em São Paulo e da Embaixada do Canadá no Brasil, sem os quais esta empreitada seria impossível.

João Claudio de Sena
Paula Morgado
Curadores da mostra

MOSTRA O CINEMA DE QUÉBEC (Canadá)
Cinemateca Brasileira
de 24 de junho a 4 de julho de 2010

Cinusp Paulo Emílio
de 29 de junho a 2 de julho de 2010

Realização: Cinemateca Brasileira e Cinusp Paulo Emílio
Curadoria: João Cláudio de Sena e Paula Morgado.
Apoio: Pró-Reitoria de Cultura e Extensão/USP, Rio Tinto Alcan e Sociedade Amigos da Cinemateca.
Apoio Cultural: Consulado Geral do Canadá em São Paulo, Embaixada do Canadá no Brasil, Escritório de Québec em São Paulo e Laboratório de Imagem e Som em Antropologia/USP.
Blog: www.cinequebec.blogspot.com

Cineastas presentes durante o evento:
Benjamin Hogue
filme presente na mostra:
Le chômeur de la mort (2009)

Lysanne Thibodeau
filme presente na mostra:
Éloge du retour (2001)
Esprits de famille (2007)

Luc Renaud
filme presente na mostra:
Une tente sur Mars (2008)

Pierre Luc Gouin
filme presente na mostra:
Le chômeur de la mort (2009)
 Confira a programação completa em:
http://www.cinemateca.gov.br/programacao.php?id=34

‘As Melhores Coisas do Mundo’ leva 8 troféus no Cine PE

Posted in Uncategorized with tags on maio 4, 2010 by karolnews

Foi uma vitória acachapante. A mostra competitiva do 14.º Cine PE – Festival do Audiovisual foi amplamente dominada por um só filme e o júri entendeu desta maneira, consagrando “As Melhores Coisas do Mundo”, de Laís Bodanzky, com oito troféus Calunga, incluindo os de melhor filme, diretor(a), ator (Francisco Miguez) e roteiro (Luiz Bolognesi). Na crítica, houve certa tentativa de polarização, com uma parcela inclinando-se para votar no filme de Jorge Durán, “Não Se Vive Sem Amor”, mas prevaleceu o bom senso e Laís recebeu também a Calunga dos críticos.

A escolha, por mais acertada que tenha sido, não deixou de provocar polêmica. Afinal, “As Melhores Coisas” já está em exibição na região Sudeste e até em algumas praças do Nordeste (Salvador), mas foi segurado no Nordeste justamente para permitir que concorresse no Recife, onde Laís já havia sido superpremiada em 2002, com “Bicho de Sete Cabeças”, além de haver apresentado, no ano passado, no encerramento, “Chega de Saudade”. A diretora admitiu que estava ali também para ”passar férias” no Festival do Recife. Cumpriu seus compromissos oficiais, mas foi à praia e, no sábado à noite, ao show da banda Nouvelle Vague, que se apresentou em Olinda.

Foram oito subidas ao palco do Cine São Luiz, no Centro do Recife. A sala, uma das mais tradicionais da cidade, foi restaurada e abrigou a exibição do documentário “Continuação”, de Rodrigo Pinto, sobre o cantor e compositor Lenine. Ele lembrou as matinês da sua infância, seguidas dos doces da Confeitaria Confiança, ambos ecos de um Recife um tanto mítico da sua memória.

Embora a competição tenha sido dominada por “As Melhores Coisas do Mundo”, o júri resolveu não concentrar todos os prêmios e achou qualidades em outros dois. “Léo e Bia”, de Oswaldo Montenegro, recebeu Calungas de melhor atriz (para Paloma Duarte) e trilha (do próprio diretor). A vitória de Paloma foi indiscutível – a rigor, não havia nenhuma outra candidata ao prêmio. As Calungas de coadjuvantes teriam ficado bem, se atribuídos a Denise Fraga e Gustavo Machado, de “As Melhores Coisas”, mas o júri preferiu destacar Bruno Torres e Mariana Nunes, por “O Homem Mau Dorme Bem”. O longa de Geraldo Moraes, representante do Distrito Federal, recebeu também o prêmio do público.

Outros dois prêmios couberam a “Sequestro”, de Wolney Atalla. Pode-se negar o filme, por sua ideologia, mas o partido do diretor, de tratar seu documentário como se fosse um thriller cheio de ação e suspense, repousa sobre dois elementos – a montagem e o roteiro. Ambas as categorias levaram Calungas (o de roteiro foi dividido com Bolognesi). O veterano ator Rogério Froes ganhou o prêmio especial do júri por sua importante contribuição à cultura, ao teatro e ao cinema brasileiros.

Fonte: Estadão

Estreia de filme com Rodrigo Santoro como gay é adiada para julho

Posted in Uncategorized with tags , , on abril 14, 2010 by karolnews

O filme “I Love You Phillip Morris”, de Glenn Ficarra e John Requa, que seria lançado comercialmente em 30 de abril nos Estados Unidos, teve sua estreia adiada para 30 de julho, de acordo com a “Variety”.

Além disso, a estreia será restrita a poucas salas, tendo uma distribuição maior apenas a partir do dia 6 de agosto.

Na fita, Steven Russell (Jim Carrey), um homem casado, se apaixona por seu colega de cela na prisão, Phillip Morris (Ewan McGregor).

A produção tem a participação do ator brasileiro Rodrigo Santoro, 34, como Jimmy Kemple, o primeiro “affair” assumido do personagem de Jim Carrey.

O filme estreou em Sundance no ano passado e passou por alguns festivais, como a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Não foi o primeiro adiamento da estreia da produção. A data de lançamento informada inicialmente pela distribuidora Consolidated Pictures Group havia sido 26 de março.

Antes de a “Variety” informar a nova data de lançamento, a distribuidora havia dito que a estreia estava adiada indefinidamente.

No Brasil, o filme deve ganhar o título de “O Golpista do Ano”.

 Fonte: Folha Online

É Tudo Verdade terá 18 documentários brasileiros inéditos

Posted in Uncategorized with tags , , on março 31, 2010 by karolnews

O festival de documentários É Tudo Verdade, que ocorre entre 8 e 18 de abril em São Paulo e no Rio de Janeiro, terá em sua programação 18 filmes inéditos produzidos no Brasil, informou hoje a organização do evento.

É Tudo Verdade estreia com documentário sobre era dos festivais

Ao todo, a seleção oficial tem 71 documentários de curta, média e longa-metragem de 27 países.

Esta é a 15ª edição do evento, criado e dirigido pelo critico Amir Labaki.

“Atingir 15 edições é uma marca e tanto”, diz Labaki. “O melhor de tudo é celebrá-la com uma seleção vigorosa como a deste ano. A festa tem assim olhos no futuro, mais do que na nostalgia.”

A Mostra Competitiva Internacional de Longas e Médias-Metragens, exibirá doze documentários, de várias partes do mundo. Haverá dois brasileiros na disputa. Júlia Bacha, brasileira radicada nos EUA, participa da disputa com “Budrus”.

Na Mostra Competitiva Internacional de Curtas-Metragens, um dos competidores é “Notas sobre o Outro”, do realizador brasileiro Sérgio Oksman, radicado na Espanha.

Já na Mostra Competitiva Brasileira de Longas e Médias-Metragens, serão sete documentários brasileiros na briga pelo prêmio.

Há ainda 9 filmes de 6 Estados brasileiros disputando a Mostra Competitiva Brasileira de Curtas-Metragens.

Revista de cinema elege 10 filmes que foram melhores do que os livros

Posted in Uncategorized with tags , , on março 10, 2010 by karolnews

Na última edição do Oscar, alguns filmes indicados eram adaptações de livros, como “Preciosa” e “Amor sem Escalas”. Em Hollywood, transformar best-sellers em campeões das bilheterias das salas de cinema é considerado um caminho seguro para o sucesso. Mas os críticos raramente acham que um filme é melhor do que o livro usado para a adaptação cinematográfica.

O site da revista especializada “Premiere” fez uma lista de dez títulos que conseguiram essa façanha. São filmes que conseguiram melhorar seu material de origem graças à combinação do talento, inspiração e esforços de roteiristas, diretores e elenco.

Enquete: Qual filme saiu melhor do que o livro?

Confira a lista publicada pela “Premiere”.

“Blade Runner, O Caçador de Andróides”

“O Psicopata Americano”

“O Iluminado”

“O Falcão Maltês”

“O Último dos Moicanos”

“As Pontes de Madison”

“Medo e Delírio em Las Vegas”

“O Senhor dos Anéis”

“O Poderoso Chefão”

“O Clube da Luta”

 

Fonte: Folha Online

“Jean Charles” foca na vida de brasileiros em Londres

Posted in Uncategorized with tags , , on junho 26, 2009 by karolnews

O filme “Jean Charles”, que estreia hoje, dia 26, decepciona quem espera um relato acurado dos acontecimentos que levaram ao assassinato do brasileiro Jean Charles de Menezes em 22 de julho de 2005.

Uma ficção baseada em fatos reais, o filme aborda a comunidade brasileira de baixa renda em Londres e é dentro deste contexto aliado a uma neura anti-terrorismo que a morte de Jean Charles ocorre. “Jean Charles” será lançado nos cinemas com 160 cópias, equivalente à estreia de “Budapeste”.

O brasileiro foi assassinado pela polícia britânica ao ser confundido com um terrorista no metrô de Londres dias após a cidade ter sofrido atentados (em 7 de julho de 2005), que deixaram 52 mortos e cerca de 700 feridos. Jean Charles não tinha nenhum envolvimento com grupos terroristas.

“Jean Charles” conta com uma mistura de atores e não-atores privilegiada, pois tem de um lado nomes como Selton Mello e o divertido Luís Miranda e do outro, pessoas como Patricia Armani, prima do verdadeiro Jean Charles.

“É um filme sobre um brasileiro, sobre um cara, sobre muitos caras”, afirma o protagonista Selton Mello. “É um filme sobre a vida dele”, disse ainda o ator.

O diretor, Henrique Goldman, que assina o roteiro ao lado de Marcelo Starobinas, disse que seu objetivo era focar a comunidade brasileira em geral. Ambos são brasileiros radicados no Reino Unido.

“Eu acho que tem brasileiros de todos os tipos. Veja bem, o Maurício é um playboy da Mooca”, afirmou Goldman, em referência a Maurício Varlotta, que empregou Jean Charles por cinco anos e aparece no filme no papel dele mesmo.

“Sempre houve uma tentativa de retratar o mais próximo de como as pessoas falavam na rua. A gente circulou muito pela cena brasileira de Londres, muito restaurante, bar, discoteca Guanabara, salsa, tem todo um bairro, que é chamado de Little Brazil. Muitas coisas dessas pessoas a gente foi incorporando nas expressões”, disse Starobinas.

Segundo os próprios roteiristas, o filme tem um lado documental, que é no momento da morte do brasileiro. Starobinas disse que chegou a ligar para a corregedoria para obter detalhes, pois havia o receio, segundo ele, de que alguma incorreção pudesse até gerar questões jurídicas.

Fonte: Folha Online