Arquivo para junho, 2010

PALESTRA COM A VICE CONSUL DOS ESTADOS UNIDOS NA EBONY ENGLISH

Posted in Uncategorized with tags , on junho 25, 2010 by karolnews

A Ebony English irá realizar no dia 03 de Julho uma palestra sobre programas educacionais americanos e toda a tramitação sobre vistos.

O evento terá como convidada especial e palestrante a Vice-Consul dos Estados Unidos Denyese Kirkpatrick.

Formada em Howard e com Mestrado em Georgetown, Denyese foi Presidente da Associação de Estudos Latino-Americanos.

Já esteve na Republica Dominicana, Venezuela, Moçambique, Argentina e Uruguay – onde conduziu uma pesquisa sobre a população Afro-Uruguaia e seus esforços para serem reconhecidos como cidadãos e as relações entre Afro-Americanos e Afro-Imigrantes nos espaços urbanos.

QUANDO: 03 de julho

HORÁRIO: Às 10h.

ONDE: Av. São João, 313 – 11º andar

Inscrições: marketing@ebonyenglish.com.br

Entrada Franca.

Para mais informações acesse:

www.ebonyenglish.com.br

Mostra O Cinema de Quebec revela o olhar canadense

Posted in Uncategorized with tags , , , , on junho 23, 2010 by karolnews

Estréia essa semana na Cinemateca em São Paulo, a mostra O Cinema de Quebec que trará 27 filmes inéditos e uma roda de discussão com os cineastas Luc Renaud, Lysenne Thibodeau e o crítico de cinema Michel Coulombe.

A mostra é o primeiro passo para a divulgação do cinema quebequense que tem sido representado com força em diversos festivais.

O objetivo da Mostra é colocar em contato o público brasileiro com a realidade de Québec, suscitando uma discussão em torno de sua identidade.  O evento realiza-se simultaneamente na sala de cinema da Universidade de São Paulo (CINUSP) e na Cinemateca Brasileira de São Paulo, entre os dias 24 de junho e 4 de julho, e tem o apoio do Consulado Geral do Canadá em São Paulo e do Escritório de Québec em São Paulo.
Por Dentro da Mostra

A Revolução Tranquila

Em 1948, ao colocar em xeque valores tradicionais e o imobilismo da sociedade quebequense, um grupo de artistas assina o Manifesto Refus Global, tornando-se uma referência cultural para os movimentos artísticos e políticos que viriam eclodir a partir dos anos 1960. Nesse momento, Quebec sofre uma radical mudança sóciocultural que resultará na chamada Revolução Tranquila. Músicos, poetas, escritores, artistas, cineastas e políticos tradicionalista. Esta revolução está aqui representada em diversos filmes.

Em Le Chômeur de la mort, Benjamin Hogue e Pierre Luc Gouin traçam um perfil do controvertido e célebre poeta Claude Péloquin, que marcou a cena cultural de Québec dos anos 1960 e 1970. Realizando uma crítica autoral após 40 anos do Refus Global, a cineasta Manon Barbeau, filha de um dos signatários, realiza o filme Les Enfants du Refus Global de grande carga emocional e ousadia.

Herdeiro da geração pós-revolução tranqüila, destacamos o trabalho de André Gladu, que comparece a esta mostra com dois filmes. Em Je suis fait de musique, mostra-se insaciável em suas buscas pelas raízes da identidade de Québec, por meio das viagens musicais que nos proporciona. Já em La Conquête du grand écran, aborda a tradição do acordeão em Montréal e faz um retrato sobre a história do cinema quebequense.

Voltando aos Povos Autóctones
 

 Com o intuito de introduzir a complexa realidade indígena, selecionamos filmes bem distintos em suas abordagens e estilos. A ficção Ce qu’il faut pour vivre, de Benoit Pilon, trata do difícil mas possível diálogo entre as sociedades Inuit e a quebequense-canadense dos anos 1950; e, no filme Qallunat, why white people are funny, de Mark Sandiford, feito com os Inuits, o diretor inverte os papéis de quem está atrás da câmera; são os Inuits que fazem um divertido documentário “antropológico” sobre a sua visão acerca do Homem Branco.

Com o filme Une tente sur Mars, protagonizado pelos Innu, os diretores Luc Renaud e Martin Bureau provocam uma reflexão importante e atual sobre o lugar dos povos indígenas na sociedade quebequense e, acima de tudo, o que vem ser a identidade de Québec dentro da nação canadense. Finalmente os curtas do Wapikoni Mobile, projeto coordenado pela cineasta Manon Barbeau, que permite há cinco anos que pela primeira vez jovens indígenas de diferentes nações expressem seus desejos e inquietações. O resultado é surpreendente.

Quebec contemporânea

Os jovens cineastas Anais Barbeau-Lavalette, Hugo Latulipe e Luc Bourdon nos revelam uma Quebec contemporânea, preocupada em revelar suas idiossincrasias, sua história e sua identidade. Em La mémoire des Anges, de Luc Bourdon, mergulhamos em uma Montreal urbana e cosmopolita, com base na montagem de trechos de 120 filmes produzidos nos anos 1950 e 60; o resultado é um painel imagético vigoroso e poético. Manifestes en série, realizado em 2008 por Hugo Latulipe, pode ser lido como uma reatualização do manifesto Refus Global, representado, nesta mostra, pelo episódio Decoloniser le pays, que faz uma reflexão sobre o consumo desenfreado em nossa sociedade. Inspirado na visão dos povos indígenas, o filme mostra que um extrato cada vez maior da população canadense se opõe a isso.

O filme Le Ring, de Anaïs Barbeau-Lavalette, realizado no bairro pobre de Hochelaga-Maisonneuve, insere-se dentro de uma tradição de cinema social e traça um perfil sensível de um menino oriundo de uma família de baixa renda que sonha em ser um grande boxeador. O filme aborda um viés social pouco conhecido acerca da realidade canadense.

Dedé, à travers les brumes, de Jean-Philippe Duval, é protagonizado pelo musico Dedé, que se destaca na cena musical de Québec nos anos 1980. O filme aborda uma época de grande efervescência cultural que sonha com a independência de Québec. Numa linguagem que combina documentário, ficção e arte, os filmes dirigidos por Lysanne Thibodeau, Esprits de famille e Éloge du retour, perseguem as origens do espírito de Québec dentro de uma narrativa intimista.

Québec – um olhar de fora

Para melhor compor esse mosaico quebequense, selecionamos dois filmes de dois realizadores de origem estrangeira, que adotaram o Canadá como sua moradia: Le voyage du capitaine Michaud, de Yann Langevin, numa narrativa bem humorada, nos apresenta o simpático marinheiro Michaud, originário da Gaspesie, que empreende um périplo em seu barco desde sua cidade natal, Saint-Anne-des-Monts, até o Haiti. No curta-metragem La neige cache l’ombre des figuiers, de Samer Najari, acompanhamos um dia de trabalho de seis imigrantes recém-chegados a Montréal e o impacto do primeiro frio glacial.

Cinema quebecois em curtas

Finalmente com os curta-metragens Lila, de Robin Aubert, e Killing time, de Tara Johns, trazemos dois filmes premiados que evocam o vigor do cinema de curta metragem de Québec.

Agradecemos o apoio da Sociedade dos Amigos da Cinemateca Brasileira, da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP, da empresa Rio Tinto Alcan, do Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (LISA) da Universidade de São Paulo, do Consulado Geral do Canadá em São Paulo, do Escritório de Québec em São Paulo e da Embaixada do Canadá no Brasil, sem os quais esta empreitada seria impossível.

João Claudio de Sena
Paula Morgado
Curadores da mostra

MOSTRA O CINEMA DE QUÉBEC (Canadá)
Cinemateca Brasileira
de 24 de junho a 4 de julho de 2010

Cinusp Paulo Emílio
de 29 de junho a 2 de julho de 2010

Realização: Cinemateca Brasileira e Cinusp Paulo Emílio
Curadoria: João Cláudio de Sena e Paula Morgado.
Apoio: Pró-Reitoria de Cultura e Extensão/USP, Rio Tinto Alcan e Sociedade Amigos da Cinemateca.
Apoio Cultural: Consulado Geral do Canadá em São Paulo, Embaixada do Canadá no Brasil, Escritório de Québec em São Paulo e Laboratório de Imagem e Som em Antropologia/USP.
Blog: www.cinequebec.blogspot.com

Cineastas presentes durante o evento:
Benjamin Hogue
filme presente na mostra:
Le chômeur de la mort (2009)

Lysanne Thibodeau
filme presente na mostra:
Éloge du retour (2001)
Esprits de famille (2007)

Luc Renaud
filme presente na mostra:
Une tente sur Mars (2008)

Pierre Luc Gouin
filme presente na mostra:
Le chômeur de la mort (2009)
 Confira a programação completa em:
http://www.cinemateca.gov.br/programacao.php?id=34

Vem ai mais um Festival de Inverno de Ouro Preto

Posted in Uncategorized with tags , , , on junho 7, 2010 by karolnews

Com o tema “Traços e Cores do nosso tempo”, o Festival de Inverno deste ano vai homenagear o grande pintor Manoel da Costa Ataíde, um dos mais importantes artistas do barroco mineiro. O artista nasceu na cidade Mariana em 1762, e deixou a sua marca inconfundível em mais de 15 igrejas em diversas cidades mineiras.

De 8 a 25 de julho, o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes 2010 vai invadir as ruas e ladeiras, praças, teatros e os mais variados espaços públicos das duas cidades históricas a fim de levar muita arte às populações locais e aos turistas. O evento cultural é um dos maiores do país e se destaca pela diversidade de atrações que traduzem as formas de manifestação artística locais, nacionais e de outros países.

A programação oficial, com a grade dos shows, espetáculos, exposições e oficinas, será lançada em 10 de junho, às 10h, no Centro de Artes e Convenções – Salão Mariana, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em Ouro Preto – MG.

Para mais informações acesse: http://www.festivaldeinverno.ufop.br/2010/home.php

Fonte: UFOP

Qual foi o tema da Parada Gay esse ano?

Posted in Uncategorized with tags , , , on junho 7, 2010 by karolnews

Qual foi o tema da Parada Gay esse ano? Voce sabe?Foi essa pergunta que fiz para muitos dos que estavam planejando ir a 14º edição da Parada Gay que ocorreu ontem,6, na Avenida Paulista.

Como em todos os anos, os carros alegóricos desfilaram pela avenida causando comoção a cada música que ecoava. E para muitos, o momento certo de sair do armário de uma vez por todas. Mas só na Parada tá?

Lembro que a primeira vez que disse em casa que ia a Parada Gay, meu pai me olhou com expanto e eu quase me escondi entre os carros para que nenhuma emissora flagrasse. Pensava ” o que meus pais vão pensar? E se minha avó estiver vendo tv?”.

Mas isso foi há algum tempo. Na época em que dizer que ia a Parada Gay ainda causava choque, pois ou voce era gay ou não era.

Hoje, o que vemos é um grande carnaval. Muitos amigos ficaram surpresos quando eu disse que não participaria (ativamente) dessa edição. Optei por ver de longe. Na verdade, me senti mais gay não entrando no meio da muvuca para seguir os trios.

Não é que condene a Parada em sí, mas não vejo mais com olhos de esperança esse tipo de movimento. Quando fui a primeira vez, aos 18, era como se aquele dia limpassse toda a injustiça dos outros 364 dias, e naquele dia, eu podia bater no peito e ter orgulho do que sou. Anos mais tarde,percebi que nada daquilo era necessário, e que eu deveria ter orgulho o ano todo da minha condição, e não só  em uma data meramente comemorativa.

 A Parada em sí é um movimento admirável e com grande comoção nacional, pois podemos ver senhoras, famílias e jovens que estão se descobrindo. Porém, a imagem que fica ainda é o das travestis siliconadas exibindos os corpos seminús, ou dos jovens heterossexuais que tornam a Parada um carnaval grotesco, ou ainda, o número incalculável de pessoas que consomem alcool e drogas livremente durante o evento.

É isso que chamam de movimento de militancia?

Me admira muito que a APOLGBT, que é um órgão sério e com intenções valiosas ainda permita esse tipo de festa.

Mas o que fazer? Proibir a Parada? Vetar o acesso dos heterossexuais? É uma alternativa, mas pouco seria resolvido com isso. Pois voltaríamos a ter guetos, e não é essa a intenção. O verdadeiro motivo é mostrar a sociedade que fazemos parte dela, com toda a diversidade que existe dentro do mundo GLS, mas para isso, o movimento necessita de um evento coerente com essas expectativas, com as revindicações e a ordem de protesto.

O único evento nesse mes gay que fez jus ao protesto contra a homofobia, foi a Caminhada Lésbica do sábado,5, onde mulheres de vários lugares do país se reuniram para pedir por Autonomia e Liberdade, e para lembrar que a grande mídia só fala do movimento gay nessa época do ano mostrando a Parada do Orgulho Gay como um grande circo degradando a imagem de todos os cidadãos que lutam o ano inteiro para realizá-la.

É triste caminhar pela avenida e ver casais heterossexuais aos amaços e achar que tudo é natural, que tudo é graça, enquanto o restante pula ao som de Lady Gaga e se esquece do motivo pelo qual esse evento existe.É triste ver que o que reinvidicamos há anos agora virou moda. Um simples fetiche para alguns.

Ainda tenho esperança que os gays de todo o país tomem consciencia do real motivo desse tipo de movmentação e, a exemplo do que ocorrem em São Francisco e na Europa, a Parada Gay torne-se realmente um movimento pelos direitos homossexuaiss, e não um carnaval de rua ou uma micareta .

Mas para que isso ocorra é necessário educar a população, a tarefa mais difícil. É difícil conscientizar um povo que está acostumado a ouvir calado e deixar de lutar por vergonha, que é capaz de lutar para ser sede da Copa do Mundo, mas é incapaz de lutar para ser respeitado pelo o que é.

Esta edição da Parada pediu pela votação do projeto de lei que torna a homofobia crime, e incentivou o protesto contra os políticos que incitam o preconceito dentro do senado. Agora, o que resta saber é,  se esses 3 minlhões de pessoas vão lembrar disso na hora de ir as urnas, no restante do ano quando saírem as ruas, ou se levantarão novamente suas bandeiras coloridas  só no próximo ano.