Arquivo para maio, 2010

Chegou a hora de ir ao teatro: 40 mil ingressos de graça

Posted in Uncategorized with tags , , on maio 20, 2010 by karolnews

A 2.ª Festa do Teatro, promovida pelo grupo Parlapatões, Chaim Produções e pela J. Leiva Cultura & Esporte, vai oferecer gratuitamente 40 mil ingressos para peças adultas e infantis em cartaz em São Paulo entre os dias 28 de maio e 6 de junho. A distribuição dos bilhetes será feita entre os dias 27 e 29, em sete pontos da cidade.

O evento vai abranger desta vez 160 espetáculos durante dez dias, incluindo tanto montagens realizadas por grupos teatrais autônomos quanto grandes produções. No ano passado, a Festa do Teatro distribuiu gratuitamente cerca de 34 mil ingressos para 121 espetáculos.

A novidade deste ano é incluir na programação peças infantis. Dos 40 mil bilhetes previstos para serem entregues ao público, 30 mil serão destinados a espectadores adultos e 10 mil para crianças. O evento conta com o apoio da Prefeitura de São Paulo. Mais informações sobre o evento e pontos de distribuição dos ingressos (nesta edição, com posto também na zona norte da cidade) no site www.festadoteatro.com.br.

Veja algumas dicas de espetáculos:

 

Usufruto, com a atriz Lúcia Veríssimo, que também escreveu o texto. Teatro Faap. R. Alagoas, 903, Higienópolis, 3662-7233. 4ª e 5ª, 21h.

O Grande Inquisidor, baseado em ‘Os Irmãos Kamarazov’ de Fiódor Dostoiévski, com Celso Frateschi. Teatro Ágora. R. Rui Barbosa, 672, Bela Vista, 3284-0290. 6ª e sáb., 21h30; dom., 20h.

Hipóteses Para o Amor e a Verdade, sobre os solitários, com a cia. Os Satyros em sua sede. Pça. Franklin Roosevelt, 214, Centro, 3258-6345. 6ª a dom., 21h30.

Acorda, Zé! A Comadre Tá de Pé!, peça sobre contos populares com os cariocas do Grupo Moitará. Teatro Cacilda Becker.R. Tito, 295, Lapa, 3864-4513. 6ª e sáb., 21h; dom., 19h.

Musical O Rei e Eu, no Alfa (últimos dias). R. Bento Branco de Andrade Fº, 722, Sto. Amarro, 5693-4000. 6ª, 21h30; sáb., 17h e 21h; dom., 20h.

Confira os pontos de distribuição

Dias 27, 28 e 29 de maio, das 11h às 14h

Biblioteca Mário Schenberg – Rua Catão, 611 – Lapa

Biblioteca Paulo Setúbal – Av. Renata, 163 – Vila Formosa

Biblioteca Pref. Prestes Maia – Av. João Dias, 822 – Santo Amaro

CCJ Ruth Cardoso – Av. Dep. Emílio Carlos, 3641, V. Nova Cachoeirinha

Dias 27, 28 e 29 de maio, das 16h às 19h

Teatro Municipal – Pça Ramos de Azevedo s/n – Em frente às Casas Bahia

Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso

SP Escola de Teatro – Av. Rangel Pestana, 2401 – Brás

17 de Maio : Dia Internacional contra a Homofobia

Posted in Uncategorized with tags , , , on maio 17, 2010 by karolnews

Nem todos sabem, mas hoje, 17, é comemorado o Dia Internacional contra a Homofobia, no entanto, antes de ter um dia para “comemorar”, sem dúvida é necessário conscientizar e não apenas tornar essa data mais um risco no calendário gay.

Foi em 1992 que a OMS (Organização Mundial de Saúde) desligou oficialmente o termo Homossexualidade da classificação como doença.

O Dia Internacional contra a Homofobia, lançado por iniciativa de uma organização de Quebeque, é celebrado em cerca de 50 países para lembrar que se “a homossexualidade não tem fronteiras”, tal como a discriminação a ela associada.

Há um mês da 14º edição da Parada Gay de São Paulo, a data reforça a mudança no comportamento de gays e heteros que hoje buscam por um equilibrio e pela diminuição (já que talvez não seja possível o extermínio) do preconceito.

O dia de hoje foi marcado ainda por manifestações de bancários que se reuniram ao meio-dia na Praça do Patriarca para comemorar a data, mas também para intensificar a  luta para que o Congresso aprove o projeto que torna crime a homofobia e propagar a realização da primeira marcha LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais) que será realizada na Esplanada do Ministérios, em Brasília, na quarta-feira (fonte Estadão).

 Os manifestantes tiveram o apoio da CUT (Central Única dos Trabalhadores) que distribuiu cartilhas com o título “Conhecer, Entender e Respeitar Sim…Discriminar Não”, o material tem caráter didático e apresenta textos sobre orientação sexual, preconceito, além de retratar a luta do movimento dentro do ambiente sindical.

Robin Hood – Nobre ou mero trapaceiro?

Posted in Uncategorized with tags , on maio 16, 2010 by karolnews

Para quem se lembra da versão de 1991 do diretor Kevin Reynolds, onde Kevin Costner (no auge da carreira) trazia o famoso fora da lei como Príncipe dos Ladrões (com direito a ter Morgan Freeman como seu protetor), a versão Robin Hood 2010 pode causar estranhamento.

Nessa versão é Russel Crowel quem comanda a história e, para os desavisados, pode parecer uma continuação medieval de Gladiador.

O elenco está recheado de premiadas estrelas de Hollywood, e certamente baterá algum recorde de bilheteria, mas em alguns momentos nos faz perder a noção de que estamos vendo Robin Hood (afinal, foi pra isso que compramos o ingresso).

A história visa as batalhas nas Cruzadas, onde, comandados pelo rei Ricardo Coração de Leão, as tropas conquistam e matam principalmente os franceses.

Porém, uma grande diferença entre o clássico de 1991 e o apresentado pelo diretor Ridley Scott, é que o famoso rei não é lá tão amigo de Robin, e chega a coloca-lo como prisioneiro após uma pergunta capiciosa.

–  ” Honesto, corajoso e ingênuo”, é assim que o Coração de Leão define Robin.

Na versão atual, Robin se mostra muito mais como mero trapaceiro do que um bom arqueiro e preocupado com as causas sociais da Inglaterra. Na primeira oportunidade, Robin reúne seu grupo e foge logo após a morte de Ricardo (ele não volta como Sean Connery na versão anterior).

Pensando em levar vantagem e se safar da cadeia, Robin de Longstride – como é conhecido – se aproveita da emboscada contra os cavaleiros do rei, responsáveis por levar a coroa de volta a Inglaterra para nomear João, para tomar o lugar de Robert Loxley e salvar sua pele e a dos amigos ( na história contada em livros Robert de Langestrade e Robert de Locksley eram a mesma pessoa, filho do Barão de Locksley).

Porém o moribundo pede que Robin leve a espada e entregue a seu pai, o que aceita com relutância.

Ao chegar em Londres ( e não em Nottingham), Robin vê João assumir o trono e presencia a tirania que irá se instaurar no novo governo.

Seguindo para cumprir a promessa, Robin e seu bando (com Will Scarlet, Pequeno John e um terceiro de pouca importância na trama) encontram, agora sim em Nottingham, o cômico Frei Tuck, que nessa versão cria abelhas e produz… hidromel??? (desconfio que ele tenha aprendido com a Cate Blanchett quando ela ainda era Galadriel).

E por falar em Galadriel, digo, Cate Blanchett, ela aparece no papel de Lady Marion, viúva do verdadeiro Robert Loxley, mas não passa de uma camponesa, em nada lembra a pomposa e mimada Marion interpretada por Mary Elizabeth Mastrantonio.

Logo Robert toma o lugar de Loxley através de um acordo estranho e mal explicado e acaba por se apaixonar por Lady Marion. E de quebra descobre que era filho de um pedreiro (lá se foi o sangue azul).

Sustos a parte com todas essas mudanças nas funções dos personagens, a história contada por Ridley Scott ilustra a vida de Robin antes dele se tornar o justiceiro que ouvimos nas histórias. Mas é inevitável a comparação com a batida, mas memorável, versão de 91.

O ângulo de Scott abusa dos cenários externos e traz grandes batalhas entre ingleses e franceses, porém peca em  não explorar mais o personagem central.

O novo Robin poderia passar facilmente por outro personagem qualquer, não fosse o capuz, a roupa verde e o título no ingresso. O diretor afirma que essa versão ” é a mais fiel de todas”, há quem discorde.

Destaque mesmo é para a interpretação de Mark Strong como Sir Godfrey, que trai o reino inglês as custas de recompensas oferecidas pelos franceses e coordena a emboscada contra os cavaleiros do rei.

Para quem gosta de vilões, o papel que foi anteriormente de Alan Rickman como xerife de Nottingham passou batido, pois ele pouco atormenta a vida de Robin, e sequer chega perto de Marion.

Os efeitos são bons, a trilha é impecável, o cenário muito bem explorado, um desarranjo de câmera ou outro quase imperceptível, mas Russel que me desculpe, eu ainda prefiro a versão ” clipe do Bon Jovi” do que a mega produção de U$ 130 milhões.

Abaixo a versão de 91 seguida da estreiante de Ridley Scott.

‘As Melhores Coisas do Mundo’ leva 8 troféus no Cine PE

Posted in Uncategorized with tags on maio 4, 2010 by karolnews

Foi uma vitória acachapante. A mostra competitiva do 14.º Cine PE – Festival do Audiovisual foi amplamente dominada por um só filme e o júri entendeu desta maneira, consagrando “As Melhores Coisas do Mundo”, de Laís Bodanzky, com oito troféus Calunga, incluindo os de melhor filme, diretor(a), ator (Francisco Miguez) e roteiro (Luiz Bolognesi). Na crítica, houve certa tentativa de polarização, com uma parcela inclinando-se para votar no filme de Jorge Durán, “Não Se Vive Sem Amor”, mas prevaleceu o bom senso e Laís recebeu também a Calunga dos críticos.

A escolha, por mais acertada que tenha sido, não deixou de provocar polêmica. Afinal, “As Melhores Coisas” já está em exibição na região Sudeste e até em algumas praças do Nordeste (Salvador), mas foi segurado no Nordeste justamente para permitir que concorresse no Recife, onde Laís já havia sido superpremiada em 2002, com “Bicho de Sete Cabeças”, além de haver apresentado, no ano passado, no encerramento, “Chega de Saudade”. A diretora admitiu que estava ali também para ”passar férias” no Festival do Recife. Cumpriu seus compromissos oficiais, mas foi à praia e, no sábado à noite, ao show da banda Nouvelle Vague, que se apresentou em Olinda.

Foram oito subidas ao palco do Cine São Luiz, no Centro do Recife. A sala, uma das mais tradicionais da cidade, foi restaurada e abrigou a exibição do documentário “Continuação”, de Rodrigo Pinto, sobre o cantor e compositor Lenine. Ele lembrou as matinês da sua infância, seguidas dos doces da Confeitaria Confiança, ambos ecos de um Recife um tanto mítico da sua memória.

Embora a competição tenha sido dominada por “As Melhores Coisas do Mundo”, o júri resolveu não concentrar todos os prêmios e achou qualidades em outros dois. “Léo e Bia”, de Oswaldo Montenegro, recebeu Calungas de melhor atriz (para Paloma Duarte) e trilha (do próprio diretor). A vitória de Paloma foi indiscutível – a rigor, não havia nenhuma outra candidata ao prêmio. As Calungas de coadjuvantes teriam ficado bem, se atribuídos a Denise Fraga e Gustavo Machado, de “As Melhores Coisas”, mas o júri preferiu destacar Bruno Torres e Mariana Nunes, por “O Homem Mau Dorme Bem”. O longa de Geraldo Moraes, representante do Distrito Federal, recebeu também o prêmio do público.

Outros dois prêmios couberam a “Sequestro”, de Wolney Atalla. Pode-se negar o filme, por sua ideologia, mas o partido do diretor, de tratar seu documentário como se fosse um thriller cheio de ação e suspense, repousa sobre dois elementos – a montagem e o roteiro. Ambas as categorias levaram Calungas (o de roteiro foi dividido com Bolognesi). O veterano ator Rogério Froes ganhou o prêmio especial do júri por sua importante contribuição à cultura, ao teatro e ao cinema brasileiros.

Fonte: Estadão