Arquivo para março, 2010

É Tudo Verdade terá 18 documentários brasileiros inéditos

Posted in Uncategorized with tags , , on março 31, 2010 by karolnews

O festival de documentários É Tudo Verdade, que ocorre entre 8 e 18 de abril em São Paulo e no Rio de Janeiro, terá em sua programação 18 filmes inéditos produzidos no Brasil, informou hoje a organização do evento.

É Tudo Verdade estreia com documentário sobre era dos festivais

Ao todo, a seleção oficial tem 71 documentários de curta, média e longa-metragem de 27 países.

Esta é a 15ª edição do evento, criado e dirigido pelo critico Amir Labaki.

“Atingir 15 edições é uma marca e tanto”, diz Labaki. “O melhor de tudo é celebrá-la com uma seleção vigorosa como a deste ano. A festa tem assim olhos no futuro, mais do que na nostalgia.”

A Mostra Competitiva Internacional de Longas e Médias-Metragens, exibirá doze documentários, de várias partes do mundo. Haverá dois brasileiros na disputa. Júlia Bacha, brasileira radicada nos EUA, participa da disputa com “Budrus”.

Na Mostra Competitiva Internacional de Curtas-Metragens, um dos competidores é “Notas sobre o Outro”, do realizador brasileiro Sérgio Oksman, radicado na Espanha.

Já na Mostra Competitiva Brasileira de Longas e Médias-Metragens, serão sete documentários brasileiros na briga pelo prêmio.

Há ainda 9 filmes de 6 Estados brasileiros disputando a Mostra Competitiva Brasileira de Curtas-Metragens.

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Ricky Martin sai do armário: ‘sou um feliz homem homossexual’

Posted in Uncategorized with tags , , on março 30, 2010 by karolnews

“Eu tenho orgulho em dizer que sou um feliz homem homossexual. Eu sou muito abençoado de ser quem eu sou”. Por meio dessa frase, o cantor porto-riquenho Ricky Martin assumiu nesta segunda-feira, 25, sua opção sexual.

Em um texto publicado em seu site oficial e assinado por ele, o artista que arranca suspiros das mulheres desde o início de sua carreira na boyband latina Menudo afirmou que está escrevendo suas memórias.

“Um projeto que sabia que seria verdadeiramente importante para mim, (…), porque ajudaria a me livrar de coisas que venho carregando há muito tempo”, afirmou Martin na mensagem aos fãs.

Segundo o cantor, o momento de “serenidade” que está vivendo o levou a “um lugar de reflexão, compreensão e muita iluminação. Me sinto livre, e quero compartilhar isso”, acrescentou.

De acordo com Martin, muitas pessoas disseram que assumir sua homossexualidade não valeria a pena e poderia abalar todo seu trabalho, já que muitos não estariam preparados para aceitar “sua verdade, sua natureza”. Por medo, o astro teria demorado tanto em revelar sua opção sexual; medo que, segundo Martin, hoje ele já não tem mais.

“Se me perguntam hoje: ‘Ricky, do que você tem medo?’ Eu responderia: do sangue que corre pelas ruas nos países em guerra, da escravidão sexual infantil, do terrorismo, do cinismo de alguns homens no poder, do sequestro da fé. Mas medo da minha natureza, da minha verdade? Não mais!”, declarou o ex-menudo.

Ricky Martin começou a fazer sucesso em 1984, quando conseguiu entrar para o grupo Menudo. Aos 19 anos, em 1991, lançou seu primeiro CD solo “Ricky Martin” e mudou-se para os Estados Unidos.

Em 1993, Ricky lançou o segundo álbum “Me Amaras” e conseguiu destaque no México, onde iniciou sua carreira solo. O sucesso nos países latinos chegou em 1996, com a música “Maria”, de seu terceiro disco “A Medio Vivir”. A música foi tema da novela “Salsa e Merengue”, da Rede Globo, e o disco vendeu mais de 600 mil cópias no Brasil.

Suas músicas já foram tema de filmes da Disney, e  até da Copa do Mundo da França, de 1998 (“La Copa de la Vida”).

Fonte: Estadão

Detalhes

Posted in Uncategorized with tags , , , , on março 25, 2010 by karolnews

É de detalhes que é feita à exposição em homenagem aos 50 anos de carreira do cantor e compositor Roberto Carlos, em exibição na Oca, no Parque do Ibirapuera.

Enquanto se ouve o trecho “não adianta nem tentar me esquecer”, podemos visualizar nos diferentes tipos de telão, os detalhes de uma vida cheia de emoções e momentos marcantes. Um cenário perfeito para quem acompanhou e ainda acompanha a vida do Rei e para se ter à certeza de que, um artista como este, jamais será esquecido.

Até mesmo aqueles que não são lá tão chegados nas melodias do principal elemento da Jovem Guarda, ficam impressionados com a quantidade de discos, composições e prêmios expostos nos quatro andares do complexo. E claro, com toda a tecnologia para trazer ao público todas as sensações que Roberto Carlos desperta desde sua primeira canção.

Uma estrutura minuciosa foi montada para que, em algumas horas, o público possa apreciar, ouvir, tocar e sentir Roberto Carlos. Afinal, o que seria uma exposição sobre o Rei sem provocar sensações?

Emoções

Esta é uma exposição literalmente sensorial. A amostra explora todos os sentidos do público com seus telões e projeções nas paredes, retratos, sons, espaços para interagir com a música, e por que não, dar uma palinha em uma das cabines que produz vídeo e disponibiliza no site da exposição.

Há até um espaço em que podemos remixar musicas famosas como “Jesus Cristo”, ou interagir com a tela de touchscream e completar letras das musicas. Tudo para deixar o público mais próximo do ídolo.

Além da alta tecnologia que se espalha pelos quatro cantos da Oca, há também peças do acervo pessoal de Roberto Carlos que impressionam, como o famoso calhambeque azul, as miniaturas dadas por fãs, as roupas usadas em shows ou a parede cheia de discos vendidos.

Quem quiser ainda pode enviar mensagens, fotos e vídeos para o Rei através do site que comemora os 50 de Roberto Carlos http://www.robertocarlos50anos.com.br/. Você pode ter a sua homenagem veiculada na exposição para todos os visitantes.

Letícia Rodrigues, 23, é monitora da exposição e afirma que as pessoas, mesmo as mais idosas, tem interagido bem com as salas cheias de aparelhos tecnológicos. Se há alguma dificuldade, mesmo intimidados, atendem as orientações dos monitores para interagir com as telas.

Segundo ela, o movimento tem sido intenso aos finais de semana, mesmo com a divergência de preços (as terças e quartas-feiras o ingresso é R$5.00, estudantes pagam meia). Uma pechincha para ver uma exposição tão bem elaborada.

Obra do curador Marcello Dantas que junto com Dody Sirena e Léa Penteado fizeram uma verdadeira obra de arte com a vida do Rei.

Porém, mesmo com tanta história para contar, a exposição tem data para acabar – 9 de maio. Portanto, quem quiser apreciar de perto toda a vida e obra de Roberto Carlos não pode perder tempo.

Fotos no site: http://www.flickr.com/photos/karoll22/

– EXPOSIÇÃO “ROBERTO CARLOS – 50 ANOS DE MÚSICA”

Local: OCA – Pavilhão Lucas Nogueira Garcez (Av. Pedro Álvares Cabral, S/N – Portão 03 – Parque Ibirapuera – Informações: 11.30785988)

Data: a partir das 19h, de 5 de março, até 8 de maio de 2010

Horário: Terça a domingo (10h às 21h)

Ingressos: 3as e 4as – R$ 5,00 (preço promocional) / 5a a dom – R$ 20,00

Meia entrada para estudantes – Maiores de 60 anos não pagam

Agendamento para escolas e grupos: DIVERTE LOGÍSTICA CULTURAL – Fone: 11.3883.9090  atendimento@divertecultural.com.br

www.divertecultural.com.br
– Estacionamento Rotativo (Zona Azul). 2ª a 6ª das 10h às 20h e sábados, domingos e feriados das 08h às 18h.

Kurosawa, 100

Posted in Uncategorized with tags , , on março 23, 2010 by karolnews

Kagemusha. Palma de Ouro em Cannes

 Comemora-se hoje o centenário de Akira Kurosawa. A data ganha homenagens no Rio e em São Paulo. Aqui, a Sala Cinemateca inicia uma programação que rememora o Kurosawa do começo da carreira, nos anos 1940, e a etapa final. No Rio, é o Instituto Moreira Salles que promove a revisão da obra de Kurosawa. Lá, haverá um debate sexta, dia 26, às 19 h, com a participação do diretor Walter Salles, após a exibição do documentário Kurosawa, Pintor de Imagens. Leia abaixo a declaração de Salles. Além de cinéfilo, Salles esteve cotado, anos atrás, para realizar o remake de Céu e Inferno. O projeto não se concretizou, mas Céu e Inferno inclui a caixa de DVDs que está sendo lançada pela Europa Filmes (R$ 59,90), com cinco títulos, entre eles Os Sete Samurais e Sanjuro.

Filho de militar, Akira Kurosawa queria ser pintor. Para financiar seu sonho, começou a trabalhar na empresa de cinema Toho, como assistente. Em 1943, estreou na direção com A Saga do Judô. Essa primeira parte da carreira é marcada pelos temas contemporâneos. Juventude sem Arrependimento, O Anjo Embriagado, Duelo Solitário – também conhecido como A Luta Solitária -, Cão Danado. Em 1951, Kurosawa realiza Rashomon e sua história de samurais recebe o Leão de Ouro em Veneza. O Ocidente descobre o cinema japonês. No ano seguinte, o grande diretor volta aos temas contemporâneos com Viver. Em 1954, volta a Veneza com Os Sete Samurais e recebe, desta vez, um Leão de Prata, correspondente ao prêmio do júri, compartilhado com Federico Fellini (A Estrada da Vida), Elia Kazan (Sindicato de Ladrões) e outro grande diretor japonês, Kenji Mizoguchi (O Intendente Sansho).

Referências. Os anos 1950 assistem à sua consagração internacional, mas, no Japão, Kurosawa provoca polêmica. É considerado ocidental demais. Suas referências são a literatura ocidental – os russos, Gorki, Dostoievski etc, e Shakespeare; e Hollywood. Há um pouco de western em seus filmes de samurais – e o cinema norte-americano se apropria deles. John Sturges adapta Os Sete Samurais, que vira Sete Homens e Um Destino e a maneira de trabalhar musicalmente as cenas vai inspirar o italiano Sergio Leone, que se baseia em outro grande filme de Kurosawa, Yojimbo, para dar início à vertente do spaghetti western, com Por Um Punhado de Dólares. Rashomon também vira As Quatro Confissões, de Martin Ritt. A fase final é marcada por obras testamentais – o ecológico Dersu Uzala, Kagemusha, a Sombra do Samurai; Ran, que se baseia no Rei Lear; e Madadayo.

Kurosawa ganha os maiores prêmios do mundo – a Palma de Ouro em Cannes, o Oscar de Hollywood. No Japão, é chamado de Imperador. Em meados dos anos 1960, ele rompe com seu ator fetiche, Toshiro Mifune. A história desse rompimento artístico e humano inspira um livro que se lê como um romance monumental – The Emperor and the Wolf, O Imperador e o Lobo. Mestre do paradoxo e do movimento, Kurosawa morre em 1998, aos 88 anos, consagrado como um dos maiores artistas do cinema.

MOSTRA KUROSAWA
Cinemateca. Largo Senador Raul Cardoso, 207, telefone 3512-6111. Grátis. Até 28/3

Fonte: Estadão

O som de lá

Posted in Uncategorized with tags , , , , on março 18, 2010 by karolnews

A cantora Athésia, se apresentou na noite de ontem, 17, no Sesc Pinheiros em São Paulo, trazendo ao público uma amostra do multiculturalismo que circunda o Canadá.

Em seu repertório, a canadense provou ter forte influencia da língua francesa, o que permitiu mostrar toda sua paixão – presente a cada letra e, também, desenvoltura ao lidar com o desafio de se fazer entender pelo público brasileiro. Athésia subiu ao palco com os músicos Jim Bland (guitarra) e Daniel Emden (carron) formando assim a banda Athésia & The Gentlemen.

Canções bem conhecidas por nós como “Baby” de Bebel Gilberto, e “Crazy” de Gnars Barkley, ganharam um novo tom e animaram a platéia. Com um jeito único e descontraído, a jovem cantora demonstrou várias vezes o afeto que cultiva pelos brasileiros. Carinho esse, conquistado há quatro anos atrás em uma rápida passagem por São Paulo. O fato de não dominar bem o português não a intimidou; brincou diversas vezes com o público e fez questão de explicar cada música que ia apresentar.

Com um estilo bem variado, a canadense abusou da mistura de jazz, tango e bossa nova. O ritmo latino é freqüente em suas canções deixando a platéia bem à vontade e motivada com o som marcante da banda.

A passagem de Athésia pelo Brasil é resultado da Conferencia Francophonie, evento promovido pelo Consulado Geral do Canadá que homenageia todos os países que tem como língua nativa o francês. O Cônsul Paul Brunet, do Consulado Geral do Canadá em São Paulo foi quem abriu o show, dando as boas-vindas a Athésia e elogiando o desempenho do Grupo SESC.

Sobre Athésia

Athésia nasceu em Montreal, filha de pais haitianos. Tomando como base suas origens africana, francesa e espanhola, sua voz possui um charme muito envolvente.

Após shows em Nova Iorque, São Paulo e mais recentemente em Xangai e Hong Kong,
traz ao público brasileiro suas novas composições.

Athésia & The Gentlemen dão a música um sabor jazz-bossa salpicado de aromas de fado e tango, onde os ritmos latinos ditam o andamento. Compositora e intérprete, Athésia é o que chamamos de cidadã do mundo, com uma música recheada de diferentes ritmos e tendências.

Vídeos e informações sobre Athésia:

http://www.myspace.com/athesia

Fotos:

http://www.flickr.com/photos/karoll22/4442942811/

A cantora canadense Athésia abre o projeto Sonoras do Sesc Pinheiros

Posted in Uncategorized with tags , , , on março 17, 2010 by karolnews

Numa mistura de ritmos como jazz, funk, house, techno, disco e dub, a cantora Athésia volta a São Paulo para única apresentação no SESC Pinheiros. A cantora se apresenta no dia 17 de março, às 20h, no Auditório acompanhada de seus músicos Jim Bland na guitarra e Daniel Emden no carron, que formam os “The Gentlemen”. No show, músicas de Henri Salvador “Jazz Mediterranée”, Françoise Hardy “Comment te dire adieu”, Bebel Gilberto “Baby” e composições próprias “Soy Yeda Yomango”, “Kunaré”, entre outras.

Em 2006, L’Office Québec-Amériques pour la jeunesse, selecionou Athésia para passar dois meses no Brasil. Participou de alguns eventos como da Revista Vogue, onde cantou com a Escola de Samba Vai Vai, mais Seu Jorge e Apollo Nove e no fim da temporada brasileira, realizou show no próprio auditório do Sesc Pinheiros. Após fazer apresentações em Nova York, foi convidada para participar da Conferência Francophonie, evento do Consulado Geral do Canadá onde foi cantar em Hong Kong e Xangai com o pianista chinês MaxKey.

• SERVIÇO

ATHÉSIADia: 17 de  março, quarta, às 20h.

Local: Auditório – 3º andar

Duração: 1h30

Não recomendado para menores de 10 anos

Não é permitida a entrada após o início do espetáculo

Ingressos à venda pelo sistema INGRESSOSESC, a partir de 25/02
R$ 12,00; R$ 6,00 (usuário matriculado, aposentados e estudantes com carteirinha); R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculados e dependentes).

SESC Pinheiros
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Horário de funcionamento da Unidade – Terças a sextas, das 13 às 22 horas. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h horas.
Horário de funcionamento da Bilheteria: Terça a sexta das 10h às 21h30, aos sábados das 10h às 21h30, domingos e feriados das 10h às 18h30.
Tel: para informações: 11 3095.9400
Informações: 0800 118220
ESTACIONAMENTO – COM MANOBRISTA – VAGAS LIMITADAS – Veículos, motos e bicicletas – Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h – Horários especiais para a programação do teatro. Taxas: Matriculados no SESC: R$ 5,00 as três primeiras horas e R$ 0,50 – a cada hora adicional // Não matriculados no SESC: R$ 7,00 as três  primeiras horas e R$1,00 – a cada hora adicional  // Para atividades no Teatro: Preço único: R$ 5,00

Informações sobre outras programações ligue 0800 118220 ou consulte o site: www.sescsp.org.br

Constelação do jazz chega em maio ao Brasil

Posted in Uncategorized on março 17, 2010 by karolnews

Que nome se dá à reunião de uma constelação de jazzistas fantásticos, no palco para um show fora de série?

Podem chamar de superbanda, de banda all stars, de globetrotters, mas a verdade é que o nome mais apropriado é “sorte”. Da plateia.

Público aventurado que poderá ver, no dia 21 de maio, como uma das grandes atrações da terceira edição do Bridgestone Music Festival, no Citibank Hall, em São Paulo, o Overtone Quartet, que aglutina quatro dos mais fantásticos instrumentistas do jazz da atualidade (os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 21, pela Ticketmaster).

The Overtone Quartet é mais um fantástico ensemble que sai da cabeça do baixista Dave Holland, que passou dois anos e meio no quinteto de Miles Davis (para o qual entrou com 21 anos) e ajudou a projetar aquilo que ficaria conhecido como “fusion”. Holland conseguiu alistar em seu quarteto um dos mais impressionantes nomes do piano atual, Jason Moran, que toca até Afrika Bambaataa em pique jazzístico; o baterista Eric Harland (que acompanhou a diva Betty Carter até a morte dela, em 1998); e o saxofonista Chris Potter, que já foi sideman de Paul Motion, John Patitucci e a Mingus Band.

Tirando a passagem por aqui, no ano passado, no mesmo Bridgestone Festival, da superbanda Kind of Blue (que celebrava os 50 anos do mítico disco de Miles Davis), há mais de década não se reunia um time tão prestigioso de músicos numa única noite.

Mas o Bridgestone Music Festival, que anunciou ontem suas atrações, tem mais no cardápio. Aos 80 anos, o pianista Ahmad Jamal volta ao País após quatro anos. Nascido Frederick Russell Jones, adotou o nome Ahmad Jamal ao se converter ao islamismo, em 1952. Sua composição Pavanne é base do clássico So What, de Miles Davis, que imitava seus arranjos e repertório. O piano, por sinal, é o instrumento melhor representado nessa edição: também toca na jornada o norte-americano Uri Caine (que faz a cama para uma cantora extraordinária, Barbara Walker, debutando em terras brasileiras).

Outras duas cantoras prometem balançar as referências de quem gosta da arte da interpretação: Melissa Walker (que não é parente de Barbara) se apresenta com o baixista Christian McBride, e DK Dyson mostra como se deu a evolução do gospel no mundo ao lado de Don Byron, o primeiro instrumentista a renovar a linguagem da clarineta desde a Era do Swing.

Outro show que deve causar espécie é o do baterista argentino Daniel “Pipi” Piazzolla, filho de Daniel Piazzolla e neto de Astor Pantaleón Piazzolla, o Rei do Bandoneón, maior ídolo da música popular argentina ao lado de Carlos Gardel. Pipi Piazzolla vai apresentar os tangos imortalizados pelo avô ao lado do sexteto Escalandrum, também num show especialmente montado para o festival (o grupo já esteve em Joinville, há dois anos). Piazzolla morreu em 1992. Toy Lima, organizador do festival, aposta ainda numa outra surpresa: Christian Scott, eleito “melhor trompetista em ascensão” pelos críticos da revista Down Beat no ano passado.
OLHO NELAS

Melissa Walker
A cantora de Washington já se apresentou com a Lincoln Center Jazz Orchestra de Wynton Marsalis
DK Dyson
A acompanhante de Don Byron transita por jazz, R&B, pop, rock e world music. E se diz influenciada pela música da Bahia

Serviço

BRIDGESTONE MUSIC FESTIVAL. CITIBANK HALL. ALAMEDA DOS JAMARIS, 213. INFORMAÇÕES E INGRESSOS: 2846-6000. DE 10 A 22/5. R$ 50/ R$ 120

Fonte: Estadão