Arquivo para fevereiro, 2010

Trilha para um domingo preguiçoso

Posted in Uncategorized with tags , on fevereiro 28, 2010 by karolnews

Seguindo a pedida deste domingo cinzento a playlist no meu PC sugere Billie Holiday, essa cantora novaiorquina que com uma voz singular consagrou as mais belas canções de jazz e blues da história.

Uma boa pedida enquanto leio o jornal e penso nas pautas que me aguardam na segunda de manhã.

Segue uma pequena descrição de quem foi Billie Holiday (caso alguém não conheça):

Billie Holiday – ou simplesmente Lady Day

Sua vida como cantora começou em 1930. Estando mãe e filha ameaçadas de despejo por falta de pagamento de sua moradia, Billie sai à rua em desespero, na busca de algum dinheiro. Entrando em um bar do Harlem, ofereceu-se como dançarina, mostrando-se um desastre. Penalizado, o pianista perguntou-lhe se sabia cantar. Billie cantou e saiu com um emprego fixo.

Billie nunca teve educação formal de música e seu aprendizado se deu ouvindo Bessie Smith e Louis Armstrong.

Após três anos cantando em diversas casas, atraiu a atenção do crítico John Hammond, através de quem ela gravou seu primeiro disco, com a big band de Benny Goodman. Era o real início de sua carreira. Começou a cantar em casas noturnas do Harlem (Nova York), onde adotou seu nome artístico.

Cantou com as big bands de Artie Shaw e Count Basie. E foi uma das primeiras negras a cantar com uma banda de brancos, em uma época de segregação racial nos EUA (anos 1930). Consagrou-se apresentando-se com as orquestras de Duke Ellington, Teddy Wilson, Count Basie e Artie Shaw, e ao lado de Louis Armstrong.

Billie Holiday foi uma das mais comoventes cantoras de jazz de sua época. Com uma voz etérea, flexível e levemente rouca, Sua dicção, seu fraseado, a sensualidade à flor da voz, expressando incrível profundidade de emoção, a aproximaram do estilo de Lester Young, com quem, em quatro anos, gravou cerca de cinqüenta canções, repletas de swing e cumplicidade. Lester Young foi quem lhe apelidou “Lady Day”.

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Sony anuncia finalistas de concurso de mundial de fotografia; veja

Posted in Uncategorized with tags , , on fevereiro 24, 2010 by karolnews

O Sony World Photography Awards 2010 anunciou nesta terça-feira (23) os 190 fotógrafos finalistas da competição deste ano.

Veja galeria com imagens selecionadas pela Sony

Ao todo, foram enviadas mais de 80 mil fotografias para o concurso, que premiará as melhores fotos em 12 categorias profissionais e nove amadoras.

  Craig Golding/Sony World Photography Awards 2010  
 
 

Entre as categorias estão moda, esportes, artes plásticas, música e história natural.

O comitê julgador vai anunciar, no próximo dia 22 de abril, em uma cerimônia no Palais des Festivals, em Cannes, os vencedores de cada categoria e também o ganhador do prêmio L’Iris D’Or, concedido à melhor foto de toda a competição.

Cada vencedor de categorias profissionais receberá US$ 25 mil e equipamento fotográfico profissional da Sony.

O vencedor de categorias amadoras receberá US$ 5 mil, além do equipamento.

Entre os finalistas deste ano estão fotógrafos já premiados no passado e também finalistas de edições passadas.

“Assim como nos anos passados, o grande número de entradas em todo o mundo nos impressionou e nos lembra de como a fotografia é uma forma universal de expressão criativa”, disse a diretora criativa da World Photography Organisation, Astrid Merget.

“Estamos entusiasmados com a qualidade dos competidores, que melhorou mais uma vez, e ainda mais felizes com o retorno de antigos finalistas a esta lista.”

Neste ano, pela primeira vez, o público poderá comparecer à cerimônia de gala da premiação.

da BBC Brasil

Os Melhores do Oscar

Posted in Uncategorized on fevereiro 24, 2010 by karolnews

 Indicação do Estadão para os 81 melhores filmes da história do Oscar

Posted in Uncategorized on fevereiro 23, 2010 by karolnews

Novo clipe do Skank “Noites de um Verão Qualquer”. Ótimo exemplo para o avanço nas áreas de novas tecnologias, efeitos audio-visuais e uma noção de semiótica

Estúdio Abbey Road é declarado patrimônio histórico

Posted in Uncategorized with tags , , , on fevereiro 23, 2010 by karolnews

O estúdio de gravação Abbey Road, celebrizado pelos Beatles, foi classificado pelo governo britânico hoje como sítio histórico, visando proteger o santuário da música pop contra quaisquer planos de modificações radicais no imóvel.

A notícia divulgada na semana passada de que a gravadora EMI, proprietária do estúdio, estaria se preparando para vendê-lo, atraiu interesse mundial e suscitou receios de que o local pudesse ser convertido em imóvel residencial.

  Divulgação  
 
Estúdio Abbey Road, de Londres, que ficou famoso por ter sido local de gravação de canções dos Beatles

Seguindo o parecer do organismo de preservação nacional English Heritage, a ministra britânica da Cultura, Margaret Hodge, situou o estúdio na segunda mais alta categoria de locais a serem preservados, classificando-o como edifício tombado grau 2.

Em comunicado à imprensa, a ministra disse que a classificação foi dada “com base no mérito histórico do estúdio” e devido a sua “enorme importância cultural”.

O novo status significa que, embora possam ser feitas modificações no interior do imóvel, quaisquer reformas propostas terão que respeitar o caráter e a preservação dele.

O estúdio Abbey Road virou sinônimo dos Beatles, que ali gravaram quase todos seus álbuns e singles entre 1962 e 1970. O Pink Floyd também gravou no estúdio seus álbuns do final dos anos 1960 e meados dos anos 1970.

Turistas ainda posam frequentemente para fotos no cruzamento vizinho para pedestres na rua Abbey, que é vista na capa do álbum “Abbey Road”, dos Beatles.

Entre os que pediram que o imóvel fosse tombado estão o ex-Beatle Paul McCartney e o empresário musical Andrew Lloyd Webber, que assinalou que seria um potencial comprador.

A EMI disse no domingo que quer continuar a ser proprietária do estúdio, situado no bairro de St. John’s Wood, na zona norte de Londres, mas que está discutindo com outras partes a possibilidade de renová-lo.

A gravadora, que pertence ao grupo de participações acionárias Terra Firma, declarou anteriormente que saudava as notícias sobre o tombamento previsto, apesar de as restrições envolvidas no tombamento potencialmente reduzirem o valor de venda do imóvel.

“O fato de tanto interesse ter sido suscitado pela impressão de que o futuro do Abbey Road estaria ameaçado é testemunho tanto da importância da música na vida das pessoas quanto das paixões que esse tipo de questão suscita”, disse Hodge.

Rede de cinema britânica boicota “Alice” de Tim Burton

Posted in Uncategorized with tags , on fevereiro 23, 2010 by karolnews

A rede de cinema britânica Odeon não irá exibir “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton, em suas salas na Inglaterra, Irlanda e Itália por conta de uma disputa envolvendo a data de lançamento do filme em DVD, anunciou a companhia hoje.

Divulgação
 
Rede de cinemas Odeon anunciou hoje que não exibira “Alice” em alguns países

A Odeon é contra a decisão da Walt Disney Pictures de lançar a versão do filme em DVD apenas 12 semanas depois da estreia nos cinemas. Normalmente, este intervalo é de 17 semanas.

A empresa diz que investiu uma “quantia considerável” em equipamentos para projeção digital e que um intervalo menor irá prejudicar o seu retorno financeiro. Em um comunicado, a Odeon afirma ainda temer que a proposta da Disney de estabelecer um intervalo de 12 semanas entre os lançamentos se torne uma prática comum.

A Disney alega que quer o intervalo menor para combater a pirataria, mas não planeja fazer isso com todos as suas produções.

A Odeon é uma das maiores redes de cinema da Europa, com 110 teatros Odeon e UCI na Grã-Bretanha. Os cinemas da rede na Alemanha, Áustria, Espanha e Portugal irão passar “Alice no País das Maravilhas” normalmente, pois nesses países o intervalo entre a estreia nos cinemas e o lançamento em DVD será maior.

Outras empresas de cinema no Reino Unido já se manifestaram contra a decisão da Disney. Na semana passada, as redes holandesas Minerva, Pathe, Wolff e Jogchems (que representam mais de 80% do total de salas da Holanda) afirmaram que também não irão transmitir o longa.

MoMA reverencia o surrealismo pop de Tim Burton

Posted in Uncategorized on fevereiro 9, 2010 by karolnews

 

Lucas Jackson/Reuters

Tim Burton (dir), acompanhado da mulher Helena Bonham Carter e do ator Johnny Depp

NOVA YORK – O Balzac esculpido por Rodin em 1898, que ocupava o lugar de maior destaque no lobby do Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, cedeu o posto ao balão inflável de um menino de 6,5 metros de altura, cabeçorra azul e olhos arregalados. A cabra de bronze criada por Picasso em 1950 divide a parte mais ampla do jardim interno do museu com o topiário em forma de alce que enfeitava a entrada do castelo de Edward Mãos de Tesoura. Às vésperas de lançar Alice no País das Maravilhas, seu 15º longa, e presidir um dos mais prestigiados festivais internacionais de cinema, o de Cannes, Tim Burton, o menino malucão do surrealismo pop americano, compartilha o panteão de grandes nomes das artes visuais ao ser homenageado com a primeira exposição de seus trabalhos feita por um museu.

A retrospectiva da carreira dele que o MoMA exibe até 26 de abril é a maior já produzida pelo museu sobre a obra de um diretor de cinema. Além do lobby, dos corredores do andar térreo e do jardim, Tim Burton toma as galerias para exposições especiais no terceiro andar e as dos dois cinemas no subsolo do museu. Sem contar a exibição dos 14 primeiros filmes dele e uma seleção de filmes que o influenciaram, inspiraram e intrigaram como cineasta, vistos na mostra Tim Burton and the Lurid Beauty of Monsters, a retrospectiva apresenta em torno de 700 itens, entre desenhos, pinturas, polaroides e filmes amadores produzidos por ele nas três últimas décadas.

A visita à exposição está incluída no ingresso ao museu mas, como o interesse do público por ela é equivalente à expectativa por Alice, o acesso às galerias do terceiro andar é limitado por número de pessoas e é preciso marcar hora para vê-la. Pelas filas diárias para a compra do tíquete com hora marcada para ver Tim Burton, ela vai ficar entre as exposições de maior público este ano em NY.

Romeu e Julieta,  1981-1984, caneta, marcador e lápis de cor sobre papel (30.5 x 40.6 cm), de Tim Burton (desenho para um projeto não realizado, de adaptação da história escrita por Shakespeare, com uma massa de mar e uma de terra como o casal do título. Foto: Reprodução

A boca de um monstro de Trick or Treat, projeto de 1980 para um dos filmes dele que não foram realizados, forma a entrada das galerias que contêm o centro da exposição. Num corredor pintado com listras características dos desenhos dele, monitores de vídeo exibem a série de curtas com Stainboy, menino que trabalha como investigador para a polícia de Burbank, a cidade californiana onde Burton cresceu, localizada a menos de 20 quilômetros de Hollywood. The World of Stainboy foi criada em 2000 especialmente para a internet. No fim do corredor, numa saleta iluminada com luz negra, gira um carrossel com 13 criaturinhas divertidamente macabras, mestres de cerimônia do circo de ideias que Burton vem criando desde a adolescência.

As galerias foram organizadas em três seções, cada uma relacionada a Burbank e sua influência sobre Burton. A mais curiosa é a primeira, Surviving Burbank, com trabalhos dos tempos dele no ginásio e estudante da CalArts, escola fundada por Walt e Roy Disney. Exibidos em público pela primeira vez, eles refletem sensações de um adolescente que se socorria no consumo voraz de cultura pop e na própria imaginação para escapar da chatice de uma cidade pequena.

Ele colecionava tiras de quadrinhos de jornais e revistas, cartões de boas-festas, fazia listas de filmes do expressionismo alemão, filmes japoneses de monstros e outros de horror e ficção científica. E já filmava os próprios curtas em Super 8. A animação The Island of Dr. Agor e Houdini: The Untold Story, ambos de 1971, foram feitos nos quintais da vizinhança e o próprio Burton, então com 13 anos, faz o papel-título no segundo. Vencedor do concurso Beautify Burbank, um desenho dele estampou os caminhões de lixo da cidade em 1973. A contribuição daquele moleque compridão e tímido a uma campanha de prevenção de incêndios lhe valeu como prêmio passar um dia no Corpo de Bombeiros.

Em 1976, a Walt Disney Productions rejeitou um livro infantil que ele escreveu e ilustrou, The Giant Zlig, por considerá-lo muito derivado dos trabalhos do cartunista americano Theodor Seuss Geisel para ser vendável. Naquele mesmo ano, Burton ganhou bolsa para estudar na CalArts e sua educação como profissional o expôs à história e teoria da arte tradicional. Num de seus cadernos, ele anotou cuidadosamente lições básicas como realismo versus romantismo na obra de Courbet e Goya. Também escreveu ali uma apreciação sobre o pós-impressionismo: “Se eu olhar para algumas das pinturas de Van Gogh, elas não são reais mas captam tamanha energia que se tornam reais.”

Em folhas de papel com desenhos de nus acadêmicos alternados com os de seres alienígenas, dá para ver para onde a cabeça dele voava durante as aulas. Em 1979, o filme mudo e em preto e branco Stalk of the Celery Monster, seu projeto de graduação, já demonstrava um gosto peculiar em casar o cotidiano com o gótico. Na história de quatro minutos, a câmara de tortura de um doutor maluco se revela como um consultório de dentista.

Depois de formado, Burton passou quatro anos no estúdio Disney como animador assistente e artista conceitual. Esse período de amadurecimento, lembrado na seção Beautifying Burbank, é marcado por uma enxurrada de criatividade e muitos projetos que ficaram só nos primeiros esboços. Ele produziu seu primeiro corpo importante de trabalho para a fantasia medieval O Caldeirão Mágico (1985), criando uma série de máquinas mortíferas, incubadores de monstros que usam bebês como munição e seres antropomórficos nada disneyanos. Nenhum dos quase 200 desenhos foram usados no filme.

Enquanto trabalhava para o estúdio, Burton também desenvolvia projetos pessoais, desenhando, pintando, fotografando e escrevendo cada vez mais. É dessa época seu primeiro curta, Vincent (1982), baseado num poema escrito por ele sobre um menino solitário que quer ser como Vincent Price, ator idolatrado pelo próprio Burton. A retrospectiva exibe o primeiro live action dirigido por ele, uma adaptação da história infantil de João e Maria feita com atores amadores japoneses que, até agora, só havia sido exibido nos EUA uma única vez.

Uma série com mais de 50 cartuns feitos a lápis sobre papel para animação mostra o dom de comediante e contador de histórias que ele tem e fica meio apagado nos filmes. Depois dos cartuns, em fins da década de 80 vieram mais de 300 estudos de mulheres, homens e casais feitos a caneta, em aquarela e pintados – às vezes em caderninhos de anotações, guardanapos e até em caixinha de anticoncepcional.

A carreira de Burton deslanchou com As Grandes Aventuras de Pee Wee (1985), seguido por Os Fantasmas se Divertem (1988), Batman (1989) e Edward Mãos de Tesoura (1990). Na última seção da retrospectiva, Beyond Burbank, além de centenas de desenhos e textos dele para preparação desses filmes (de Alice, há apenas um estudo para o personagem da Rainha Vermelha) e de outros que ele dirigiu ou produziu, estão peças de figurinos e objetos como o carrinho de bebê do Pinguim de Batman – O Retorno (1992), a blusa de angorá usada por Johnny Depp em Ed Wood (1994), cabeças decepadas de Marte Ataca (1996) e bonecos animatrônicos de A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005). Completam essa última parte desenhos e textos para projetos como o do livro ilustrado de poesias para crianças The Melancholy Death of Oyster Boy and Other Stories, de 1997, e modelos pintados à mão da coleção de brinquedos Tim Burton’s Tragic Toys for Girls and Boys, que ele criou em 2003.

Honrado pela reverência à sua obra, no livreto que acompanha a retrospectiva lembra que, até a adolescência, o único museu onde pôs os pés foi o de cera, em Hollywood. Em Burbank, se não ocupasse seu tempo vendo TV, filmes de monstros ou desenhando, ia brincar no cemitério. Quando começou a frequentar museus de arte, achou que eles tinham um clima semelhante ao daquele playground. “Não de um jeito mórbido. Ambos têm atmosfera tranquila, introspectiva e, mesmo assim, eletrizante.”

Depois do MoMA, entre junho e outubro a retrospectiva será exibida no Australian Center for the Moving Image, em Melbourne, seguindo de lá para o Canadá, com exibição entre novembro deste ano e abril de 2011 no Bell Lightbox, em Toronto. O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) anunciou que pretende mostrar a retrospectiva dos filmes dele ainda este ano ou no início de 2011 no Rio e, talvez, também em São Paulo.